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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Modêlo de Plano de Parto

PLANO DE PARTO

tamos cientes de que o parto pode tomar diferentes rumos. Abaixo listamos nossas preferências em relação ao parto e nascimento do nosso filho, caso tudo transcorra bem. Sempre que os planos não puderem ser seguidos, gostaríamos de ser previamente avisados e consultados a respeito das alternativas.

Trabalho de parto:
presença de meu marido e doula.
- sem tricotomia (raspagem dos pelos pubianos) e enema (lavagem intestinal).
- sem perfusão contínua de soro e ou ocitocina (caso haja necessidade, gostaria de ser avisada do procedimento e saber o porquê)
-
liberdade para beber água e sucos enquanto seja tolerado.
-
liberdade para caminhar e escolher a posição que quero ficar.
-
liberdade para o uso ilimitado do chuveiro.
-
monitoramento fetal: apenas se for essencial, e não contínuo.
-
analgesia: peço que não seja oferecido anestésicos ou analgésicos. Eu
  pedirei se achar necessário.
- sem rompimento artificial de bolsa

Parto:
- quero a presença da doula e de marido na sala de parto.
 - prefiro ficar semi-sentada (costas apoiadas). E ter liberdade pra mudar se não estiver confortável.
 - prefiro fazer força durante as contrações, quando eu sentir vontade, em
  vez de ser guiada. Gostaria de um ambiente especialmente calmo nesta hora.
- não quero que minha barriga seja empurrada.
- episiotomia: se for realmente necessário. Não gostaria que fosse uma
  intervenção de rotina.
- gostaria que as luzes fossem apagadas (penumbra) e o ar condicionado
  desligado na hora do nascimento. Gostaria que meu bebe nascesse em
  ambiente calmo e silencioso.
- gostaria de ter meu bebe colocado imediatamente no meu colo após o parto
  com liberdade para amamentar.
- Clampeamento do cordão somente após parar de pulsar
-Se meu marido quiser cortar o cordão, gostaria que lhe fosse permitido. 
- Aguardar a expulsão da placenta espontaneamente.

Após o parto:
- aguardar a expulsão espontânea da placenta, sem manobras, tração ou
  massagens. Quero auxílio da amamentação em sala.
- ter o bebê comigo o tempo todo enquanto eu estiver na sala de parto, mesmo
  para exames e avaliação, se ele estiver bem.
- avaliação pediátrica sempre no apartamento.
- liberação para o apartamento com o bebê junto comigo. Quero
  estar ao seu lado nas primeiras horas de vida, se nós dois estivermos bem.

Cuidados com o bebê:
- administração de nitrato de prata ou antibióticos oftálmicos apenas se
  necessário e somente após o contato comigo nas primeiras horas de vida.
- administração de vitamina k ????????????????
- quero fazer a amamentação sob livre demanda.- em hipótese alguma, oferecer água glicosada, bicos, chupetas, leite em (fórmulas) ou qualquer outra coisa ao bebê.
- alojamento conjunto o tempo todo. Pedirei para levar o bebê caso esteja muito cansada ou necessite de ajuda.
- gostaria de dar o banho no meu bebê e fazer as trocas (ou eu ou meu marido).
- não oferecer qualquer outro tipo de leite sem meu consentimento


Caso a cesárea seja necessária:
- exijo o início do trabalho de parto antes de se resolver pela cesárea.
- Tricotomia parcial (do abdome até a altura do osso púbico somente).
- gostaria de ser informada de cada procedimento associado a cesárea.
-
quero a presença da doula e de marido na sala de parto.
- anestesia: peridural, sem sedação em momento algum.
- na hora do nascimento gostaria que o campo fosse abaixado para que eu possa vê-lo nascer.
- gostaria que as luzes e ruídos fossem reduzidas e o ar condicionado desligado.
- após o nascimento, gostaria que colocassem o bebê sobre meu peito e que
 
minhas mãos estejam livres para segura-lo.
- gostaria de permanecer com o bebe no contato pele a pele enquanto estiver na sala de cirurgia sendo costurada.
- também gostaria de amamentar o bebê em sala, se ele estiver bem.


Agradecemos muito a toda equipe envolvida e a ajuda para tornar esse momento especial e tão importante para nós em um momento também feliz e tranqüilo, como deve ser.
Muito obrigada,


____________________________              ________________________
Assinatura da gestante                               Assinatura do companheiro ou  acompanhante
                                                                                  
Santos, de Julho de 2010.




___________________________ _______________________
Assinatura do médico obstetra                   assinatura do pediatra

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Humanizar é preciso

Humanizar o parto é adequálo a cada mãe
Seja normal, cesárea, domiciliar, de cócoras, na água ou a fórceps, o parto pode ser humanizado quando respeita a vontade ou necessidade das gestantes. A técnica não pode tornar-se mais importante do que as pessoas envolvidas, é o que defendem as entidades que formam a rede de apoio pela retomada da decisão das futuras mães e pais.

Com o passar dos anos e a invasão dos partos cesariana nos hospitais, a decisão quanto ao tipo de parto ficou nas mãos dos obstetras e não das gestantes, que temem as dores do processo natural de nascimento, por desinformação ou pelo mito da dificuldade criada nas últimas décadas.
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O parto tornou-se assunto exclusivamente médico, especialmente no Brasil onde as taxas de cesárea estão entre as mais altas no mundo, chegando a mais de 80% em alguns hospitais. Por isto fala-se muito em resgatar o parto como um processo fisiológico normal da mulher.
Segundo a classe médica, as mulheres já chegam no consultório reivindicando a cesárea por comodismo delas mesmas, já que podem marcar a data e principalmente não sentir a dor do trabalho de parto, achando que não vão dar conta.


"Acho que os profissionais deveriam passar mais alguns minutinhos de consulta para informar essas mulheres sobre os tipos de parto e suas indicações, ou então tranquilizá-la sobre o trabalho de parto e seus benefícios. Hoje em dia, com o advento da humanização, já existem profissionais assim", salienta a enfermeira e doula Rosemary Pereira.


É muito comum ouvir as mulheres dizerem que optaram pelo parto cesariana porque não tiveram passagem natural ou porque o bebê era grande demais, questões levantadas ainda durante as consultas pré-natais. "Muitas vezes o médico lança essa ideia sobre o tamanho do bebê, isso assusta a gestante e esse medo pode atrapalhar, porque gera uma tensão que prejudica e muito o relaxamento durante as contrações, fazendo com que esse trabalho de parto se torne muito longo e desconfortável", argumenta Rosemary.

A maioria dos médicos está ligada no automático, são mais racionais e tecnocratas, optando por cirurgias pela praticidade e para facilitar o próprio trabalho; outros perderam bebês ou mães no início de sua carreira em partos normais e passaram a fazer somente cesarianas; ou ainda por dó de ver a mulher sentir dor na hora do parto.

 Porém, existem técnicas de humanização que podem facilitar o parto e aliviar os desconfortos do processo de parto, como o banho no chuveiro quente, os exercícios na bola de pilates, caminhar ou ter liberdade para buscar a melhor posição para o nascimento. Esses procedimentos já são adotados em hospitais com atendimento humanizado.

"Nós mulheres precisamos nos conhecer mais, nos valorizar e acreditar no potencial de cada uma, nossa mente e corpo chegaram a esse mundo preparadas para dar a luz, dependendo do que aprendermos, formaremos opiniões, acreditamos ou não, só depende de cada uma de nós", finaliza a doula.
Por Carmem Sanches

domingo, 10 de junho de 2012

iNDICAÇÕES REAIS DE CESÁRA

As informações abaixo postadas são embasadas cienticamente por Dra Melania Amorim  graduada em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba (1989), residência médica em GInecologia e Obstetrícia pelo IMIP (1992), mestrado em Saúde Materno Infantil pelo Instituto Materno Infantil de Pernambuco (1995) e doutorado em Tocoginecologia pela Universidade Estadual de Campinas (1998). Pós-doutorado concluído em 2009, também pela Universidade Estadual de Campinas. Pós-doutorado na Organização Mundial de Saúde (OMS) em Genebra (2010). Tem Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (TEGO) por concurso (1992). Atualmente é professora adjunta doutora da Universidade Federal de Campina Grande (PB) e professora da pós-graduação (mestrado e doutorado) do Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP - Recife/PE). Ensina Ginecologia e Obstetrícia na graduação, é coordenadora do Internato Médico de Ginecologia e ministra as disciplinas "Elaboração de Projetos de Pesquisa", "Informática Aplicada à Saúde", "Epi-Info: Curso Avançado" e "Saúde Baseada em Evidências" na pós-graduação. Atua como consultora técnico-científica em Saúde Materno-Infantil no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA) em Campina Grande - PB, onde coordena a Unidade de Gravidez de Alto-Risco. Também é Coordenadora do Comitê Municipal de Morte Materna de Campina Grande.
INDICAÇÕES DE CESÁREA BASEADA EM EVIDÊNCIAS CIENTIFICAS

REAIS :


1) Prolapso de cordão – com dilatação não completa;
2) Descolamento prematuro da placenta com feto vivo – fora do período expulsivo;
3) Placenta prévia completa (total ou centro-parcial);
4) Apresentação córmica (situação transversa);
5) Ruptura de vasa praevia;
6) Herpes genital com lesão ativa no momento em que se inicia o trabalho de parto.


PODEM ACONTECER, PORÉM FREQUENTEMENTE SÃO DIAGNOSTICADAS DE FORMA EQUIVOCADA :


1) Desproporção cefalopélvica (o diagnóstico só é possível intraparto, através de partograma e não pode ser antecipado durante a gravidez);
2) Sofrimento fetal agudo (o termo mais correto atualmente é "freqüência cardíaca fetal não-tranqüilizadora", exatamente para evitar diagnósticos equivocados baseados tão-somente em padrões anômalos de freqüência cardíaca fetal);
3) Parada de progressão que não resolve com as medidas habituais (correção da hipoatividade uterina, amniotomia), ultrapassando a linha de ação do partograma. Pode ocorrer parada secundária da dilatação ou parada secundária da descida.


ESPECIAIS EM QUE A CONDUTA DEVE SER IND SITUAÇÕES IVIDUALIZADA, CONSIDERANDO-SE AS PECULIARIDADES DE CADA CASO E AS EXPECTATIVAS DA GESTANTE, APÓS INFORMAÇÃO:


1) Apresentação pélvica;
2) Duas ou mais cesáreas anteriores (o risco potencial de uma ruptura uterina – em torno de 1% - deve ser pesado contra os riscos de se repetir a cesariana, que variam desde lesão vesical até hemorragia, infecção e maior chance de histerectomia);
3) HIV-AIDS (cesariana eletiva indicada se HIV + com contagem de CD4 baixa ou desconhecida e/ou carga viral acima de 1.000 cópias ou desconhecida); em franco trabalho de parto e na presença de ruptura de membranas, individualizar casos.

ALGUMAS DESCULPAS FREQUENTEMENTE UTILIZADAS PELOS PROFISSIONAIS PARA REALIZAR CESÁREA DESNECESSÁRIA:

1.Circular de cordão, uma, duas ou três "voltas" (campeoníssima – essa conta com a cumplicidade dos ultrassonografistas e o diagnóstico do número de voltas é absolutamente nebuloso)
2. Pressão alta
3. Pressão baixa
4. Bebê que não encaixa antes do trabalho de parto
5. Diagnóstico de desproporção cefalopélvica sem sequer a gestante ter entrado em trabalho de parto
6. Bolsa rota (o limite de horas é variável, para vários obstetras basta NÃO estar em trabalho de parto quando a bolsa rompe)
7. "Passou do tempo" (diagnóstico bastante impreciso que envolve aparentemente qualquer idade gestacional a partir de 39 semanas)
8. Trabalho de parto prematuro
9. Grumos no líquido amniótico
10. Hemorroidas
11. HPV (só há indicação de cesárea se há grandes condilomas obstruindo o canal de parto)
12. Placenta grau III
13. Qualquer grau de placenta
14. Incisura nas artérias uterinas (aliás, pra que doppler em uma gravidez normal?)
15. Aceleração dos batimentos fetais
16. Cálculo renal
17. Dorso à direita
18. Baixa estatura materna
19. Baixo ganho ponderal materno/mãe de baixo peso
20. Obesidade materna
21. Gastroplastia prévia (parece que, em relação ao peso materno, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come)
22. Bebê "grande demais" (macrossomia fetal só é diagnosticada se o peso é maior ou igual que 4kg e não indica cesariana, salvo nos casos de diabetes materno com estimativa de peso fetal maior que 4,5kg. Não se justifica ultrassonografia a termo em gestantes de baixo risco para avaliação do peso fetal).
23. Bebê "pequeno demais"
24. Cesárea anterior
25. Plaquetas baixas
26. Chlamydia, ureaplasma e mycoplasma
27. Problemas oftalmológicos, incluindo miopia, grande miopia e descolamento da retina
28. Edema de membros inferiores/edema generalizado
29. "Falta de dilatação" antes do trabalho de parto
30. Inseminação artificial, FIV, qualquer procedimento de fertilização assistida (pela ideia de que bebês "superdesejados" teriam melhor prognóstico com a cesárea) – motivo pelo qual os bebês de proveta aqui no Brasil muito raramente nascem de parto normal
31. Gravidez não desejada
32. Idade materna "avançada" (limites bastante variáveis, pelo que tenho observado, mas em geral refere-se às mulheres com mais de 35 anos)
33. Adolescência
34. Prolapso de valva mitral
35. Cardiopatia (o melhor parto para a maioria das cardiopatas é o vaginal)
36. Diabetes mellitus clínico ou gestacional
37. Bacia "muito estreita"
38. Mioma uterino (exceto se funcionar como tumor prévio)
39. Parto "prolongado" ou período expulsivo "prolongado" (também os limites são muito imprecisos, dependendo da pressa do obstetra). O diagnóstico deve se apoiar no partograma. O próprio ACOG só reconhece período expulsivo prolongado mais de duas horas em primíparas e uma hora em multíparas sem analgesia ou mais de três horas em primíparas e duas horas em multíparas com analgesia. Na curva de Zhang o percentil 95 é de 3,6 horas para primíparas e 2,8 horas para multíparas)
40. "Pouco líquido"no exame ultrassonográfico sem indicação no final da gravidez
41. Artéria umbilical única
42. Ameaça de chuva/temporal na cidade
43. Obstetra (famoso) não sai de casa à noite devido aos riscos da violência urbana
44. Fratura de cóccix em algum momento da vida
45. Conização prévia do colo uterino
46. Eletrocauterização prévia do colo uterino
47. Varizes na vulva e/ou vagina
48. Constipação (prisão de ventre)
49. Excesso de líquido amniótico
50. Anemia falciforme
51. Data provável do parto (DPP) próximo a feriados prolongados e datas festivas (incluindo aniversário do obstetra)
52. Trombofilias
53. História de trombose venosa profunda
54. Bebê profundamente encaixado
55. Bebê não encaixado antes do início do trabalho de parto
56. Endometriose em qualquer grau e localização
57. Prévia exérese de pólipos intestinais por colonoscopia
58. Insuficiência istmocervical (paradoxalmente, mulheres que têm partos muito fáceis são submetidas a cesarianas eletivas com 37 semanas SEM retirada dos pontos da circlagem)
59. Estreptococo do Grupo B (EGB) no rastreamento com cultura anovaginal entre 35-37 semanas 60. Infecção urinária
61. Anencefalia
62. Qualquer malformação fetal incompatível com a vida
63. Síndrome de Down e qualquer outra cromossomopatia
64. Malformação cardíaca fetal
65. Escoliose
66. Fibromialgia
67. Laparotomia prévia
68. Abdominoplastia prévia
69. Ser bailarina
70. Praticar musculação ou ser atleta
71. Sedentarismo
72. Miscigenação racial (pelo "elevado risco" de desproporção céfalo-pélvica)
73. Uso de heparina de baixo peso molecular ou de heparina não fracionada 74.
Datas significativas como 11/11/11 ou 12/12/12 (ainda bem que a partir de 2013 precisaremos esperar o próximo século)
75. História de cesárea na família 76. Feto com "unhas compridas"
77. Suspeita ecográfica de mecônio no líquido amniótico
78. Hepatite B e hepatite C
79. Anemia ferropriva 80. Neoplasia intraepitelial cervical (NIC)
81. Tabagismo
82. Varizes uterinas
83. Feto morto
84. Cirurgia gastrointestinal prévia
85. Qualquer procedimento cirúrgico durante a gravidez
86.Colostomia
87. Gestação gemelar com os dois conceptos em apresentação cefálica
88. História de depressão pós-parto
89. Uso de antidepressivos ou antipsicóticos
90. Hipotireoidismo
91. Hipertireoidismo
92. História de natimorto ou óbito neonatal em gravidez anterior
93. Colestase gravídica
94. Espondilite anquilosante
95. História de câncer de mama ou câncer de mama na gravidez
96. Hiperprolactinemia
97. Síndrome de Ovários Policísticos (SOP)
98. Não há vagas nos hospitais da cidade para partos normais
99. Septo uterino/cirurgia prévia para ressecção de septo por via histeroscópica
100. História familiar de fibrose cística do pâncreas
101. Asma