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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Relato de Ana Branco


        Desde muito cedo sempre tive o sonho de ter parto normal, não sei porquê nem como, mas nunca fui a favor da cesárea, e desde que lembro sempre achei lindo mulheres que pariam de cócoras.
Daí que engravidei do meu primeiro filho, super planejado e esperado. Trabalhei que nem uma condenada durante toda a gravidez e sabia que precisava me exercitar pois estava engordando muito e como eu já havia feito Yoga antes, achei legal a ideia de praticar também na gestação, e foi assim que encontrei a queridíssima Adriana Vieira, quem me orientou a respeito dos exercícios e dos benefícios do Yoga, porém como eu trabalhava em São Paulo era constante a perda das aulas por não conseguir chegar a tempo. No final do sétimo mês eu acabei parando com os exercícios devido ao grande cansaço provocado pelo excesso de trabalho. Quando fiz meu último ultrassom a médica disse que as medidas do Bernardo eram grandes demais para um parto normal e que deveria ser cesárea, fiquei assustada e fui direto pro consultório da minha obstetra, que confirmou que seria muito complicado mesmo tentar o parto normal devido as medidas do bebê. Nesse instante me veio uma frustração imensa, mas me convenci de que era a melhor saída quando a médica disse que seria muito sofrido pra mim e para o bebê um parto normal e então partimos para a cesárea eletiva e foi assim que nasceu meu pequeno Bernardo, hoje com 2 anos e 2 meses (maio 2012).
Na segunda gestação também planejada e esperada decidi que eu faria a minha parte para ter um parto normal e realizar meu grande sonho. Levei a sério as aulas de Yoga Pré Natal, me informei a respeito de partos normais e tudo o que devia saber para chegar ao meu objetivo. No final da gestação procurei uma Doula, a querida Rosemary Pereira, que me preparou para o grande e esperado momento, que chegou no dia 10 de março as 2h da manhã com cólicas e contrações, aguentei até as 4h antes de acordar meu marido, para ter certeza de que estava mesmo iniciando meu Trabalho de Parto. As 5h estava com contrações de 10 em 10 minutos então liguei para a Rose que chegou em casa as 6h. Enquanto a aguardava eu tomei um banho relaxante fazendo alguns exercícios na bola suíça. Ao chegar, Rose me examinou e disse que meu bebê só nasceria a noite e indicou que eu tomasse um Buscopan para que as cólicas diminuíssem e eu pudesse dar um passeio com a família para relaxar pro grande momento. Avisamos a Dra. Izilda que concordou com o diagnóstico. Então fui para a praia caminhar na água para ajudar no TP. As dores voltaram por volta das 13h quando liguei novamente para a Rose que em meia hora já estava em casa. E então iniciamos uma série de exercícios e massagens para que tudo corresse bem. As 18h eu estava com contrações de 10 em 10 minutos, ligamos para a Dra. pois eu queria ir para o Hospital onde eu achava que estaria mais segura para qualquer ocorrido fora do programa. Cheguei ao hospital por volta das 19h. Lá continuei com os exercícios de agachamento, dança, pulo na bola, caminhadas pelo corredor com o maridão, que foi muito companheiro o tempo todo. A dilatação demorou a começar e eu fazendo muuuitos exercícios para ajudar. Porém quando foi por volta das 23h a Dra me examinou e tinha somente um dedo de dilatação!!! Um dedo???!!! Depois de tantas horas??? Eu estava exausta de tanto exercício, parecia que eu estava participando do Iron Man. Foi quando tive meu momento covardia. Chamei o maridão e disse que eu desistia, que chamasse a Dra. Que eu queria partir para a cesárea. Minha cabeça estava tããão confusa nesse momento que só pensava na cesárea. A Dra veio e me disse: Mas agora que está chegando perto? Vamos continuar tentando? Eu disse que estava muito cansada e que não aguentava mais sentir dor, foi então que ela me ofereceu, além de muito carinho e beijinhos uma analgesia. Perguntei: - A sra acha que ainda tenho chances? Ela respondeu: - Claro! Fui para o Centro Cirúrgico e tomei uma pequena dose da Peridural. Fui examinada novamente e a Dra. estourou minha bolsa. Dormi um pouco na sala de pré parto e quando acordei me senti em outra dimensão, o que chamam de Partolândia, onde eu parecia já não ouvir direito as informações externas, tamanha a concentração no ato de parir. Quando me dei conta estava fazendo força, sentada em uma cadeira apropriada para parto de cócoras. As dores estavam muito fortes, mas minha atenção maior estava em expulsar meu bebê. Meu marido foi sensacional ficando ao meu lado, segurando minha mão, me emprestando sua energia. A Rose ficou sentada atrás de mim, me apoiando a cada intervalo das contrações, me ajudando com a respiração adequada. Adriana Vieira registrando tudo com sua câmera e me apoiando com palavras de incentivo. E minha querida Dra com todo seu carinho, garra e dedicação, me instruindo para a expulsão. Rose levou um espelho para me mostrar a cabecinha do bebê, quando eu vi e pude sentir tocando a cabecinha do Pedro me veio uma força de não sei onde e eu coloquei toda a minha energia naquele finalzinho, forçando muito para que meu Pedro pudesse nascer, num lindo parto de cócoras. E quando me dei conta Pedro escorregou, amparado pelas minhas mãos. Foi um momento tão mágico que eu nem consigo descrever com palavras, pois é um momento único, maravilhoso que não sei explicar. Meu lindinho nasceu as 2h22 de 11 de março de 2012 com 3600kg e 50 cm. Assim que nasceu já o coloquei no peito, mas ele, gulosinho que só, já tinha tomado tanto líquido aminiótico que estava satisfeito. A coisa é tão mágica que somente no dia seguinte é que me dei conta que realizei meu grande sonho de parir de cócoras!!! Ana Branco Abreu, mãe de Bernardo (2 anos) e Pedro (2 meses)


Ana Branco- gravidez Bernardo (2010)
NamaskarYoga-IAna Branco- gravidez Bernardo (2010)

Ana Branco- gravidez Pedro (fevereiro-2012)
NamaskarYoga-Ana Branco- gravidez Pedro (fevereiro-2012)

Ana Branco- com Pedro (maio 2012)
NamaskarYoga-Ana Branco- com Pedro (maio 2012)
NamaskarYoga-IAna Branco- com Pedro (maio 2012)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Vamos saber um pouco sobre dilatação do colo ..


MAS AFINAL, O QUE É A DILATAÇÃO TOTAL?

Eu acho que quase todas, senão todas, as mulheres ao estarem grávidas ou em fase final de gestação se perguntam:
  • O que, afinal, dilata?
  • Quantos centímetros vou (ou tenho que) abrir?
  • 10 centímetros são 10 dedos? Tem que caber 10 dedos, do Doutor, dentro de minha vagina ou do colo do meu útero?
E as respostas, para estas e outras questões, você, mamãe, seja de primeira ou de última viagem, no período importante que vem agora que é o parto, vai aprender.
Quando a mulher engravida, com diversos fatores importantes e acontecimentos internos na barriga da mulher, a principal percepção, neste caso, é aquela dorzinha no “pé” da barriga e/ou na vagina. Há quem tenha aquele incômodo com o aumento dos grandes lábios vaginais e até desconforto anal. Mas isto é importante, acredite, faz parte do processo.
Quando a mulher ainda não teve nenhum bebê o orifício do colo do útero ainda é bem fechado.
Algumas pessoas, mulheres, são contra o auto-toque, mas a verdade é que assim como o auto-exame das mamas, não tem como saber como está seu colo de útero sem tocar. Somente pelo toque é possível saber a textura, verificar se apresenta dor a esse toque, conhecê-lo bem e saber se tudo está certinho.
É claro que ao querer tocar o próprio colo do útero e querer conhecer melhor o interior da vagina deve se ter alguns, ou muitos, cuidados. Talvez na hora do banho, com as mãos muito bem lavadas com sabão neutro e muito bem enxaguadas, é possível limpar bem, o canal vaginal, com os dedos e retirar todas as impurezas que lá possuem, evitando assim o corrimento na calcinha.
Em algumas tribos indígenas as mulheres mais velhas e experientes ensinam as mais novas a limparem suas vaginas por dentro a cada lavagem, retirando todo o muco esbranquiçado que se forma lá dentro. Principalmente as tribos onde todos andam sem roupa alguma. E também ensinam, às mais novas, que quando este muco sair branco mais transparente e feito gosma (clara de ovo) é porque estão ovulando, ou seja, período fértil para engravidar.
Dentro da lógica e muito sábia!
Após entrar no terceiro ou último trimestre da gravidez a vagina inicia uma mudança sem volta, não uma mudança como dizem por aí, nada de mais aberto, frigidez ou alargamento, mas uma mudança importante, que o próprio corpo oferece, para a expulsão do bebê.
Ao tocar o colo do útero é possível reparar que ele já começa a se abrir, agora o orifício do colo do útero está grosso e as bordas apresentam textura diferenciada, diferente em cada mulher. Algumas mulheres podem até apresentar 1 ou 2 cm de dilatação.
Durante o parto normal, a mulher relaxa alguns músculos e contrai outros — principalmente os abdominais. Para a criança nascer sem problemas, ela precisa coordenar esses movimentos. Os exercícios que aumentam as forças dos músculos abdominais ou diminuem a resistência dos músculos da pélvis (região inferior da barriga, por onde passa o bebê) reduzem o tempo e a dor do parto.Em alguns casos, o parto normal não ocorre por falta de coordenação desses músculos. Uma criança só nasce em parto normal quando as forças orgânicas que a empurram para baixo são mais poderosas que as resistências que a sustentam.
1 Músculos abdominais
2 Contração do útero
3 Peso do bebê
4 Colo do útero
5 Diafragma pélvico (são músculos que sustentam os órgãos, como bexiga, intestinos e útero).
No processo do parto, o corpo da mulher produz a substância ocitocina, que estimula as contrações do útero e a expulsão do bebê. Mais um artifício para o parto acontecer com perfeição.

FORÇAS RESISTENTES AO NASCIMENTO

Quando a mulher força o nascimento antes do organismo eliminar a sua resistência natural, a criança corre o risco de nascer com problemas como machucados na cabeça, e até mesmo sofrer hemorragia cerebral. Mas a verdade é que a mulher sábia e bem informada sempre sabe o que fazer e a hora de fazer. Seguir instintos!

A DILATAÇÃO NO TRABALHO DE PARTO

Em trabalho de parto a dilatação ocorre após cada contração. O certo é haver um progresso de dilatação, nem que seja mínimo, após cada contração, e é para isso que ela existe. O útero está normal e após se contrair volta num estado diferente, mais largo, menos espesso.
Massagear o colo do útero durante as contrações pode aliviar a dor. Isso explica porque o sexo pode ser bom, para algumas mulheres, durante o trabalho de parto.

EXERCÍCIOS 

Por que são importantes?
Eles facilitam o trabalho de parto, conservam o corpo da mulher, evitam dores nas costas, culotes, flacidez e melhoram a circulação. Quando a grávida pratica exercícios tem maior facilidade para recuperar o peso depois do parto.
Quem tem restrições?
Os exercícios devem ser bem acompanhados em mulheres com anemia, sangramento, diabéticas, hipertensas ou que já tiveram parto prematuro em uma gravidez anterior.
VASOCAPILAR Excelente para a circulação. A mulher fica deitada, com pernas e braços para cima, e sacode as mãos, os braços, os pés e as pernas. Com o exercício, a placenta (fonte de alimentação e oxigenação do feto) dificilmente envelhece. É um bom exercício para hipertensas, para evitar inchaço, varizes e hemorróidas.
CONTRAÇÃO DA PÉLVIS Essa atividade ajuda a posicionar o bebê corretamente. Com mãos e joelhos no chão, a gestante deve fazer o mesmo tipo de esforço que o exercício de cócoras.
CÓCORAS Com ele, a mulher aprende a controlar o músculo da pélvis e obter o seu relaxamento na hora certa do parto. Nesta posição, a grávida deve contrair e relaxar a pélvis, como se estivesse segurando a urina.A atividade também permite que o feto deslize melhor no momento do nascimento.
 PONTE Bom para evitar dor nas costas e no nervo ciático (no quadril), que costuma incomodar as gestantes. Evita parto prematuro.
SAPINHO Bom para fortalecer os músculos abdominais e os da pélvis. Ajuda no controle das forças na hora do parto.
ALONGAMENTO Para dor nas costas. Sentada, a mulher coloca as pernas abertas para a lateral e alonga para os lados e para a frente.

DILATAÇÃO TOTAL

Durante o trabalho de parto e com o dilatação acontecendo, ou abertura do colo do útero para a passagem do bebê, já é possível perceber que agora cabem 2 dedos (o indicador e o do meio) folgadamente. Este é o progresso de 5cm de dilatação atingidos, metade do necessário para a expulsão completa do bebê.
E a dilatação total nada mais é que os mesmos 2 dedos (indicador e o do meio) bem abertos (como aquele que fazemos para tirar foto – V de vitória, muito usado pelos orientais).
Se medi-los assim, bem abertos de um dedo para o outro, notará que são exatamente, ou quase, 10 cm. Esta é a dilatação total que a mulher precisa para expulsar seu bebê. Mas após chegar nesta parte do processo instintivamente o corpo feminino apresentará repulsos e a vontade de fazer força será imensa e natural.

A EXPULSÃO DO BEBÊ

Na expulsão de um bebê existem diversos fatos importantes, e muitos processos podem ajudar e até mesmo aniquilar problemas.
  • Passar óleos (amêndoas doce, semente de uva, oliva ou outros) em toda a região vaginal, não esquecendo dos pequenos e grandes lábios para evitar que se partam durante a expulsão do bebê. Óleos e essências naturais se mostraram ser muito bons e com eles há um grande preparo e lubrificação do canal de parto.
  • Massagem e pompoarismo também são muito úteis.
  • Qualquer tipo de exercício ou auxílio de produtos naturais para suporte e relaxamento, com boa técnica, são sempre bem-vindos.
É preciso deixar bem claro que se auto-tocar no colo do útero, saber o que está acontecendo passo-a-passo lá embaixo, quando com muito cuidado pode ajudar em tudo, mas não é isto que vai te salvar. Saiba bem o que quer para seu corpo, para seu bebê. Eu não posso chegar aqui e simplesmente ensinar algumas coisas sobre este assunto, passar algumas dicas sem saber que pode existir pessoas mal interpretando todo o conteúdo deste texto, e achar que isso é um incentivo ao parto em casa sozinha, a não dependência aos médicos e/ou profissionais capacitados ou ainda às intervenções, nada disso.
Então cada um avalie-se por si mesmo e decida o que fazer com estas informações. São todos conhecimentos lógicos, que toda mulher deveria saber, não é um incentivo a nada, e não é infundado.
Ao expulsar o bebê algumas informações podem ser cruciais:
  • Mesmo que doloroso é preciso ter paciência e muita calma.
  •  O bebê também está se ajudando, ele sabe o que fazer e como fazer. A natureza de ambos os corpos (mamãe e bebê) estão se dirigindo para a fase expulsiva, então nada mais normal que presenciar a ida e volta da cabeça, do bebê, no períneo da mamãe isso ajudará a massagear o local e evitar os tais rasgões ou lacerações.
  • Não é preciso puxar o bebê mas é preciso perceber reações, auxiliar o bebê se preciso for. Ao expulsar a cabeça do bebê será somente uma questão de tempo, e relaxamento do músculo vaginal, para que o resto (um ombro após o outro e automaticamente todo o corpo) saia quase que instantâneamente de dentro da vagina da mamãe parturiente.

O BEBÊ ESTÁ FORA

Diversos mitos foram descobertos e já se sabe que realmente não é preciso aspirar todo bebê após sua saída, o que se precisa é ajudá-lo a expelir toda a água que estava nos brônquios, então após retirar o bebê e inclinar levemente sua cabeça e nariz para baixo pode ajudar no escorrimento desta água e evitar que seu primeiro contato com o ar seja tão doloroso, alguns bebês nem mesmo choram. O bebê costuma chorar porque respirar pela primeira vez dói, e é um ato estranho para quem só conhecia a água.
O importante é olhar a vitalidade do bebê, acompanhar seu semblante, desafogá-lo se preciso.
Cortar o cordão é de menos. Milhares de mulheres comprovaram que após o parto é possível não cortar o cordão, pelo menos não tão cedo. Algumas mamães, mais pacientes, esperavam a saída da placenta e fotografavam o bebê ainda preso a ela. Mas também é importante dizer que o bebê precisa de calor, principalmente manter a cabeça quente, pés e mãos não contam muito já que são membros de extremos (ou ponta) e por isso aguentam muito mais temperaturas frias (pés, mãos e todos os dedos), então se não estiverem tão quentes não se preocupe.

RECUPERAÇÃO DO COLO DO ÚTERO

Depois de expulsar a placenta o colo do útero ainda vai expelir muito coagulo e sangue, e todo o acúmulo extra que a barriga ainda apresenta, e é por isso que pode ser um tanto incômodo e ainda apresentar dor nesta expulsão. Nada de anormal, isto irá acontecer no dia-a-dia e naturalmente, durante os famosos 40 dias ou quarentena como é conhecido. Ao limpar o colo do útero no banho é possível tirar muito sangue e pedacinhos, e perceber que o colo do útero já está se fechando pouco a pouco.
Com o tempo o colo do útero voltará ao normal, mas nunca mais ele será o mesmo. Depois que ele abriu no seu máximo e ficou extremamente fino o colo do útero voltará numa forma diferente e não terá mais o seu orifício tão redondinho. E a diferença estará quando outro bebê precisar sair, a maioria das mulheres acham mais fácil pela simples lógica deste orifício já estar mais aberto e preparado. A cada bebê o colo do útero se renova e fica mais forte. E as chances de um câncer nesta região fica remota.
Em poucos meses esta região, parte vaginal interna e colo do útero, voltam ao normal, em tamanho, cor, textura e musculatura.
Vale a pena lembrar que ter um bebê da maneira mais natural possível é saudável e que, ainda com profissionais capacitados, é preciso conhecer estas informações, pois somente a própria pessoa para saber e conhecer seu próprio corpo.
Intervenções desnecessárias não deixam o corpo fazer o certo, inibe a capacidade física corporal. E com isto inibe todo o processo de parto, o que explica o sofrimento que certas mulheres tem em lidar com o próprio corpo e entregar a quem não vai conhecê-lo tão bem quanto ela se tivesse maiores informações.
De qualquer forma, cuide bem do colo de seu útero!
Algumas fontes e imagens: Hospital Santa Lúcia
*Fonte: Garantindo Gerações
 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Relato de Parto de Cinthia e Jessica

Relato do parto do Enzo:
Em Abril de 2012 resolvemos ter nosso bb. Foram vários planos, várias duvidas e muita ansiedade até o resultado positivo.
No mês de Julho/2012 fizemos a inscrição para o curso de gestante oferecido gratuitamente pela Unimed. Esse curso foi muito importante para nós, lá conhecemos a Dra Izilda Pupo que deu uma palestra sobre o parto natural, normal e cesária. E falou sobre a doula (algo que nós nunca tínhamos ouvido falar). Após ouvir todos os prós e contras resolvemos optar pelo parto natural.
Em consulta com meu médico conversamos com ele se ele faria esse tipo de parto, caso contrário trocaríamos de médico. Ele disse que faria, no entanto teria que ser no hospital e ele iria esperar somente até 41 semanas.
Com a indicação de um amigo ( Fabio Dias e Elizângela Freire) conhecemos a doula Rose Pereira, que foi um anjo em nossas vidas. Iniciamos toda uma preparação: hidroginástica, alimentação balanceada, caminhadas, pilates. E uma vez por mês tínhamos encontros com a Rose para ver alguns videos sobre partos, fazer massagens relaxantes e tirar eventuais dúvidas. A cada encontro tínhamos mais certeza do que queríamos.
Eu completaria 40 semanas no dia 31/12/2012, mas como primeiro ultra-som a data provável para o parto era 28/12/2012 e sou muito ansiosa, me preparei para receber o Enzo por volta do dia 21/12/2012. Muitas pessoas falavam sobre a virada da lua e a cada virada da lua uma expectativa nova.
No dia 21/12/2012 fui a consulta com meu médico. Ele fez o exame de toque e nada, nem um dedinho de dilatação. Ele me orientou que ficasse calma (como ficar calma nessas horas?), e que eu aproveitasse o natal, pois ele só nasceria após o natal.
No dia 28/12/2012 nova consulta e mais uma decepção... mesmo com todo esforço e preparação ... tinha somente uma polpa de dedo de dilatação. Mas uma notícia boa, ele tinha encaixado... E lá veio de novo a orientação .. aproveite o ano novo, pois o bb só virá em 2013.
No dia 31/12/2012 tive minha primeira contração. Estava indo ao mercado e comecei a sentir dor no meio da rua ... pensei está chegando a hr ... fiquei muito feliz, no entanto depois disso nd aconteceu.
Nova consulta 04/01/2013 ... e o Dr Helio falou que eu estava com 1 dedo de dilatação. Recebi um ultimato do meu médico, como já combinado anteriormente ele só iria esperar até 41 semanas ... por isso já tinha marcado a cesária para o dia seguinte (05/01/2013) as 10:00. Sai do consultório desolada e chorando muito. Todas as preparações que eu tinha feito estavam indo por água abaixo, me senti perdida.
A Cinthia imediatamente ligou para a Rose, que estava em São Paulo. Ela nos orientou a ficar calma e a continuar fazendo os exercícios e disse que assim que chegasse de SP viria para nossa casa.
Do consultório direto para casa .... avisar os familiares que seria uma cesária no dia seguinte ... cada um que eu ligava para contar eu chorava novamente.
Conversei com meu bb e expliquei para ele que aquela noite seria nossa última tentativa. Pulei na bola de pilates durante umas 3 horas, fiz exercícios com a Cinthia, preparamos um chá de canela com gengibre para ajudar, fiz acupuntura (Ellen Infante, algo que era muito difícil para mim, pois tenho muito medo de agulha) .... a essa altura qq tentativa era válida.
As 23:30 a Rose chegou em casa e fizemos mais exercícios ... e a 1 da manhã ela fez uma aplicação de reike para me acalmar, acabei adormecendo bem tranquila. As 2 da manhã ela foi embora e disse para a Cinthia que ela voltaria as 6, mas que qq coisa era só ligar.
Fui dormir tranquila e relaxada, mas quase conformada com a cesariana. As 4 da manhã acordei com contrações a cada 5 minutos .... eu nem acreditava. No inicio achei que era somente dor de barriga, na hora que caiu a ficha fiquei muito feliz. Acordei a Cinthia e ela ligou para a Rose .... que a orientou me levar para o chuveiro, para aguardá-la.
A Rose veio de imediato e nos orientou a ir para o hospital. Já estávamos com a mala pronta, só colocamos a cadeirinha e a bola de pilates no carro e fomos para o hospital. Ao chegar no hospital para nossa alegria e surpresa eu já estava com 7 dedos de dilatação, o médico fez o exame para verificar como estava o liquido aminótico e com esse exame a bolsa rompeu .... as contrações ficaram muito fortes. Ligamos para meu médico, que chegou em 20 minutos. Continuamos os exercícios e respiração ... e .... dilatação total. Fomos encaminhadas ao centro cirúrgico ... e as 08:06 o Enzo nasceu com 51,5 cm e 3725 Kg de parto totalmente natural ... sem analgesia, sem episiotomia ... do jeito que tínhamos sonhado. Devido ao tamanho do nosso bb, acabei tendo que tomar 3 pontinhos.
A recuperação é ótima, no dia seguinte eu já estava novinha em folha ... e ele nem parece um bb recém-nascido.
Queria muito agradecer a Deus, minha família, a Rose, ao Dr. Helio, Ellen ... pessoas que participaram desse momento tão importante e único para nós.

CONCLUSÃO: Nunca desista dos seus sonhos ... no último minuto do segundo tempo ... CONSEGUIMOS.
Relato do parto do Enzo:
Em Abril de 2012 resolvemos ter nosso bb. Foram vários planos, várias duvidas e muita ansiedade até o resultado positivo. 
No mês de Julho/2012 fizemos a inscrição para o curso de gestante oferecido gratuitamente pela Unimed. Esse curso foi muito importante para nós, lá conhecemos a Dra Izilda Pupo que deu uma palestra sobre o parto natural, normal e cesária. E falou sobre a doula (algo que nós nunca tínhamos ouvido falar). Após ouvir todos os prós e contras resolvemos optar pelo parto natural.
Em consulta com meu médico conversamos com ele se ele faria esse tipo de parto, caso contrário trocaríamos de médico. Ele disse que faria, no entanto teria que ser no hospital e ele iria esperar somente até 41 semanas.
Com a indicação de um amigo ( Fabio Dias e Elizângela Freire) conhecemos a doula Rose Pereira, que foi um anjo em nossas vidas. Iniciamos toda uma preparação: hidroginástica, alimentação balanceada, caminhadas, pilates. E uma vez por mês tínhamos encontros com a Rose para ver alguns videos sobre partos, fazer massagens relaxantes e tirar eventuais dúvidas. A cada encontro tínhamos mais certeza do que queríamos.
Eu completaria 40 semanas no dia 31/12/2012, mas como primeiro ultra-som a data provável para o parto era 28/12/2012 e sou muito ansiosa, me preparei para receber o Enzo por volta do dia 21/12/2012. Muitas pessoas falavam sobre a virada da lua e a cada virada da lua uma expectativa nova. 
No dia 21/12/2012 fui a consulta com meu médico. Ele fez o exame de toque e nada, nem um dedinho de dilatação. Ele me orientou que ficasse calma (como ficar calma nessas horas?), e que eu aproveitasse o natal, pois ele só nasceria após o natal.
No dia 28/12/2012 nova consulta e mais uma decepção... mesmo com todo esforço e preparação ... tinha somente uma polpa de dedo de dilatação. Mas uma notícia boa, ele tinha encaixado... E lá veio de novo a orientação .. aproveite o ano novo, pois o bb só virá em 2013. 
No dia 31/12/2012 tive minha primeira contração. Estava indo ao mercado e comecei a sentir dor no meio da rua ... pensei está chegando a hr ... fiquei muito feliz, no entanto depois disso nd aconteceu.
Nova consulta 04/01/2013 ... e o Dr Helio falou que eu estava com 1 dedo de dilatação. Recebi um ultimato do meu médico, como já combinado anteriormente ele só iria esperar até 41 semanas ... por isso já tinha marcado a cesária para o dia seguinte (05/01/2013) as 10:00. Sai do consultório desolada e chorando muito. Todas as preparações que eu tinha feito estavam indo por água abaixo, me senti perdida. 
A Cinthia imediatamente ligou para a Rose, que estava em São Paulo. Ela nos orientou a ficar calma e a continuar fazendo os exercícios e disse que assim que chegasse de SP viria para nossa casa. 
Do consultório direto para casa .... avisar os familiares que seria uma cesária no dia seguinte ... cada um que eu ligava para contar eu chorava novamente. 
Conversei com meu bb e expliquei para ele que aquela noite seria nossa última tentativa. Pulei na bola de pilates durante umas 3 horas, fiz exercícios com a Cinthia, preparamos um chá de canela com gengibre para ajudar, fiz acupuntura (Ellen Infante, algo que era muito difícil para mim, pois tenho muito medo de agulha) .... a essa altura qq tentativa era válida.
As 23:30 a Rose chegou em casa e fizemos mais exercícios ... e a 1 da manhã ela fez uma aplicação de reike para me acalmar, acabei adormecendo bem tranquila. As 2 da manhã ela foi embora e disse para a Cinthia que ela voltaria as 6, mas que qq coisa era só ligar.
Fui dormir tranquila e relaxada, mas quase conformada com a cesariana. As 4 da manhã acordei com contrações a cada  5 minutos .... eu nem acreditava. No inicio achei que era somente dor de barriga, na hora que caiu a ficha fiquei muito feliz. Acordei a Cinthia e ela ligou para a Rose .... que a orientou me levar para o chuveiro, para aguardá-la.
A Rose veio de imediato e nos orientou a ir para o hospital. Já estávamos com a mala pronta, só colocamos a cadeirinha e a bola de pilates no carro e fomos para o hospital. Ao chegar no hospital para nossa alegria e surpresa eu já estava com 7 dedos de dilatação, o médico fez o exame para verificar como estava o liquido aminótico e com esse exame a bolsa rompeu .... as contrações ficaram muito fortes. Ligamos para meu médico, que chegou em 20 minutos. Continuamos os exercícios e respiração ... e .... dilatação total. Fomos encaminhadas ao centro cirúrgico ... e as 08:06 o Enzo nasceu com 51,5 cm e 3725 Kg de parto totalmente natural ... sem analgesia, sem episiotomia ... do jeito que tínhamos sonhado. Devido ao tamanho do nosso bb, acabei tendo que tomar 3 pontinhos.
A recuperação é ótima, no dia seguinte eu já estava novinha em folha ... e ele nem parece um bb recém-nascido.
Queria muito agradecer a Deus, minha família, a Rose, ao Dr. Helio, Ellen ... pessoas que participaram desse momento tão importante e único para nós.

CONCLUSÃO: Nunca desista dos seus sonhos ... no último minuto do segundo tempo ... CONSEGUIMOS.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Charutinho de bebê



Você sabe o que é o charutinho de bebê?
É uma técnica fantástica para acalmar o bebê enrolando-o bem apertadinho em um cueiro. Ele se sente seguro, pois no útero ele ficou apertadinho nos últimos meses. Não machuca, muito pelo contrário, ele se sente muito confortável.
Os bebês quando choram muito, entram em um tipo de transe. Esse charutinho junto com o movimento de balançar e o Shiiiii no ouvido, deixa o bebê mais tranquilo e seguro. Se aliar ao banho de balde então, entram em êxtase!
Essa técnica é indicada para recém-nascido até mais ou menos uns 2-3 meses, pois após esse período ele fica mais durinho e o charutinho já não é tão confortável como antes.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O que fazer se a bolsa romper ?


O que a grávida deve fazer quando a bolsa estourar?

A primeira coisa é manter a calma. Veja as dicas

Redação Crescer

Shutterstock
Com a proximidade do parto, as futuras mães temem que a bolsa d’água estoure subitamente em público. A cena é comum em novelas, mas não na vida real. Na maioria dos casos, isso ocorre quando a mulher está na maternidade, em pleno trabalho de parto. "Apenas 10% das grávidas em final da gestação têm a bolsa rompida antes do início do trabalho de parto, que em geral começa com as contrações", explica o obstetra Jorge Kuhn, professor da Universidade Federal de São Paulo.
A bolsa d’água, que envolve o bebê no útero, é formada por duas membranas e preenchida pelo líquido amniótico. Tem a função de proteger o bebê contra traumas e infecções. Depois que ela se rompe, o parto ocorre, no máximo, nas 48 horas seguintes. Alguns obstetras, no entanto, optam por induzir o nascimento com medicamentos em seguida, a fim de evitar infecções.
Como saber se a bolsa estourou de verdade? "Não é difícil identificar, já que a perda de água é intensa e, ao contrário da urina, a gestante não consegue controlar", diz o obstetra Luciano Gibran, do Hospital e Maternidade São Camilo. O líquido amniótico tem cor clara, quase transparente, e cheiro de água sanitária. Em alguns casos, porém, o rompimento se dá sutilmente, gotejando aos poucos.
E o que a grávida deve fazer quando a bolsa estoura? A primeira coisa é manter a calma. O estouro da bolsa não significa que o bebê irá nascer imediatamente. Se o líquido for transparente, você não precisa ter pressa. Ligue para o seu companheiro e o seu médico, tome um banho, arrume as coisas e vá para a maternidade. Se junto com o líquido sair uma secreção de coloração escura, siga para o hospital rapidamente. Quando adquire cor, pode indicar, por exemplo, que houve o descolamento de placenta.
Se a bolsa romper antes do fim da gestação, vá para a maternidade e ligue para seu obstetra. Há casos em que o médico consegue adiar o parto para que o bebê se desenvolva um pouco mais. Como o líquido continua a ser produzido pela placenta, a mulher deve ficar em repouso para mantê-lo.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Benefícios do Parto de Cócoras

Parto na Posição de Cócoras

Em nossos dias está se produzindo a idéia de que a mulher pode e deve dar a luz na posição que desejar. Essa posição não é pré-determinada conscientemente, mas ela a escolhe nos instantes que antecedem o nascimento do seu filho.
Esse momento se situa quase no fim do trabalho, no período que se convencionou chamar de expulsivo. É então que quase num estado de inconsciência ela determina qual a melhor posição para si própria.
Havia uma época que se prolonga até os dias de hoje, na qual a mulher não tinha direito de escolha. Chegava ao hospital e imediatamente era colocada em decúbito dorsal e, às vezes suas pernas eram amarradas nas perneiras laterais, ficando sem poder se mexer numa posição semelhante ao do frango assado que por falta de uma ilustração melhor explicar bem claramente a posição na qual ficava. Assim, mesmo que quizesse, não poderia se mover ou permanecer na posição mais confortável para ela.
O ato de parir se assemelha muito ao ato de defecar.
Quem já ficou acamado por algum tempo sabe da dificuldade de defecar deitado, é ant-fisiológico, desagradável, e super-difícil. Pois assim a mulher era obrigada a parir. Os povos nativos quando longe dos civilizados têm liberdade de escolher a posição e o lugar do parto. A maioria prefere acocorar-se dentro dàgua nas margens do rio.
Sobre a posição horizontal há toda uma estória do médico francês Mauriceau que deu início a essa novidade porque as damas da corte em geral muito obesas não conseguiam ficar agachadas. A posição criou adeptos porque também facilita o trabalho da pessoa que assiste o parto. Essa posição também facilita o manuseio muitas vêzes excessivo dos orgãos genitais. Sabe se observando a prática, que esse manuseio além de causar dor, também altera as contrações uterinas, quer desrregulando, quer provocando uma parada das mesmas. São famosos os toques vaginais frequentes e sucessivos, como a imaginar que o toque vaginal é que provoca a dilatação do colo uterino e não todos os demais fatores, como contração uterina, relaxamento materno, e tantos outros fatores psicológicos, fisiológicos e sócio-culturais que influem no trabalho de parto.

No parto horizontal, o feto comprime os grossos vasos retroperitoniais como a veia cava inferior e a aorta, dificultando a circulação de retorno. Nessa mesma posição, a parturiente, nos momentos de dor, contrai a musculatura, das cochas, do abdomem e do perineo, levada pelo medo e pela posição que facilita ficar nesse estado de contração. Quando fica em posição vertical, com as pernas abertas, e flexionadas, é mais difícil manter a musculatura contraída. Na posição de cócoras, a mulher fica sentada com as pernas afastadas e o parceiro se encontra sentado atrás dela e ela se apóia sobre os joelhos dele. Psicologicamente todo apoio familiar transmite para a mãe muita segurança. A posição de cócoras aumenta a possibilidade de movimentação da bacia óssea. Deve-se ter cuidado de deixar o cóccix livre e de não apoiá-lo sobre a banqueta.

A pressão sobre o tórax diminui.

A força da gravidade torna-se uma poderosa auxiliar.

As vantagens psicológicas são tão importantes quanto as vantagens físicas enumeradas. Todos sabem que a atitude física em geral, mas principalmente a da parturiente, influi no estado mental. Dar a luz em posição deitada quase sempre transmite a mulher uma sensação dedesamparo e passividade em relação à equipe de saúde. A posição reta e vertical a recoloca no mesmo nível do profissional que a está assistindo. Participando ativamente, com as próprias forças, no nascimento do filho, a mãe vê aumentadas sua autoconfiança e autoestima.

Pressionar na posição de cócoras é uma força que qualquer mulher pode fazer. Muitas vezes, a mulher se surpreende pela facilidade e simplicidade dessa posição.

Consulta Bibliográfica
PACIORNIK, Moysés. Aprenda a nascer e a viver com os índios: parto de cócoras, desempenho sexual e ginástica indígena. Rio de Janeiro, Record: Rosa dos Tempos, 1997.



segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Benefícios da Acumpuntura


Acupuntura alivia dores do parto


Estudo feito com 120 parturientes revela que tratamento foi eficaz para atenuar sintomas da dilatação
POR: ANTONIO ROBERTO FAVA
fava@unicamp.br
A médica obstetra Roxana Knobel acompanhou, durante um ano e meio, o trabalho de parto de 120 pacientes atendidas no Caism da Unicamp. O seu propósito: comprovar cientificamente a eficácia da acupuntura para aliviar a dor por ocasião do nascimento do bebê. Ao longo de todo o tratamento, Roxana pôde verificar que a “acupuntura contribui de maneira extremamente eficaz para aliviar a dor durante o período de dilatação”.
Segundo a obstreta e especialista em acupuntura, o parto pode ser dividido em três fases. A primeira fase, do início das contrações uterinas até que o colo se dilate por completo – por isso chamada de período de dilatação. É uma fase que demora em torno de oito horas e as contrações são dolorosas para a maioria das mulheres. A segunda fase vai do momento da dilatação completa até a saída do bebê e dura aproximadamente trinta minutos. A terceira fase corresponde à expulsão da placenta.
Esse ensaio, com as 120 mulheres, com idade entre 16 e 40 anos, foi feito de maneira aleatória e as mulheres divididas em quatro grupos de tratamento: acupuntura sacral (agulhas nas costas com estímulo elétrico), com eletrodos de superfície (pequenos botões metálicos nas costas da paciente com estímulos elétricos), auriculopuntura (agulhas nas orelhas com estímulo elétrico) e o grupo de controle, com as participantes recebendo apenas tratamento simulado nas costas ou na orelha.
Roxana explica que o tratamento foi feito de forma que nem a parturiente, nem a equipe médica e de enfermagem, nem os pesquisadores responsáveis pelo preenchimento das fichas, sabiam a que grupo cada mulher pertencia. As parturientes que participaram das investigações de Roxana, receberam medicação para dor e analgesia peridural quando precisaram, independente de serem dos grupos de tratamento real ou dos grupos de controle, aquelas que receberam tratamento simulado.
Os resultados mostraram que houve maior alívio da dor nas mulheres que receberam tratamentos reais, com acupuntura, do que as que tiveram tratamento simulado. “As mulheres pertencentes aos grupos de tratamento com acupuntura sacral, auricular ou com eletrodos, revelaram ter obtido um alívio maior da dor em proporção às mulheres do grupo de controle, tanto durante o trabalho de parto quanto no dia seguinte ao parto”, explica Roxana. A médica ressalta ainda que as parturientes desses grupos também precisaram ser tratadas com medicamentos para a dor em proporção menor que o grupo de controle. “No entanto, não houve diferenças entre os gru- pos com relação ao uso da analgesia peridural”. O grau da dor era “medido” por meio de um processo de- nominado Escala Analógica Visual da Dor (EAV). Esses resultados fazem parte do trabalho de tese de Roxana, Técnicas de Acupuntura para alívio da dor no trabalho de parto – ensaio clínico,defendido recentemente sob orientação do professor José Carlos Gama da Silva. Embora os resultados do estudo tenham sido considerados bons, são neces- sários estudos mais completos, que envolvam maior número de pacientes, para comprovar a eficiência da técnica, diz a obstetra. No entanto, ela afirma que “é uma técnica segura, pois não houve nenhum efeito colateral nem para a mãe nem para o bebê nesse trabalho que acabo de concluir”, afirma a médica.