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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Charutinho de bebê



Você sabe o que é o charutinho de bebê?
É uma técnica fantástica para acalmar o bebê enrolando-o bem apertadinho em um cueiro. Ele se sente seguro, pois no útero ele ficou apertadinho nos últimos meses. Não machuca, muito pelo contrário, ele se sente muito confortável.
Os bebês quando choram muito, entram em um tipo de transe. Esse charutinho junto com o movimento de balançar e o Shiiiii no ouvido, deixa o bebê mais tranquilo e seguro. Se aliar ao banho de balde então, entram em êxtase!
Essa técnica é indicada para recém-nascido até mais ou menos uns 2-3 meses, pois após esse período ele fica mais durinho e o charutinho já não é tão confortável como antes.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O que fazer se a bolsa romper ?


O que a grávida deve fazer quando a bolsa estourar?

A primeira coisa é manter a calma. Veja as dicas

Redação Crescer

Shutterstock
Com a proximidade do parto, as futuras mães temem que a bolsa d’água estoure subitamente em público. A cena é comum em novelas, mas não na vida real. Na maioria dos casos, isso ocorre quando a mulher está na maternidade, em pleno trabalho de parto. "Apenas 10% das grávidas em final da gestação têm a bolsa rompida antes do início do trabalho de parto, que em geral começa com as contrações", explica o obstetra Jorge Kuhn, professor da Universidade Federal de São Paulo.
A bolsa d’água, que envolve o bebê no útero, é formada por duas membranas e preenchida pelo líquido amniótico. Tem a função de proteger o bebê contra traumas e infecções. Depois que ela se rompe, o parto ocorre, no máximo, nas 48 horas seguintes. Alguns obstetras, no entanto, optam por induzir o nascimento com medicamentos em seguida, a fim de evitar infecções.
Como saber se a bolsa estourou de verdade? "Não é difícil identificar, já que a perda de água é intensa e, ao contrário da urina, a gestante não consegue controlar", diz o obstetra Luciano Gibran, do Hospital e Maternidade São Camilo. O líquido amniótico tem cor clara, quase transparente, e cheiro de água sanitária. Em alguns casos, porém, o rompimento se dá sutilmente, gotejando aos poucos.
E o que a grávida deve fazer quando a bolsa estoura? A primeira coisa é manter a calma. O estouro da bolsa não significa que o bebê irá nascer imediatamente. Se o líquido for transparente, você não precisa ter pressa. Ligue para o seu companheiro e o seu médico, tome um banho, arrume as coisas e vá para a maternidade. Se junto com o líquido sair uma secreção de coloração escura, siga para o hospital rapidamente. Quando adquire cor, pode indicar, por exemplo, que houve o descolamento de placenta.
Se a bolsa romper antes do fim da gestação, vá para a maternidade e ligue para seu obstetra. Há casos em que o médico consegue adiar o parto para que o bebê se desenvolva um pouco mais. Como o líquido continua a ser produzido pela placenta, a mulher deve ficar em repouso para mantê-lo.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Benefícios do Parto de Cócoras

Parto na Posição de Cócoras

Em nossos dias está se produzindo a idéia de que a mulher pode e deve dar a luz na posição que desejar. Essa posição não é pré-determinada conscientemente, mas ela a escolhe nos instantes que antecedem o nascimento do seu filho.
Esse momento se situa quase no fim do trabalho, no período que se convencionou chamar de expulsivo. É então que quase num estado de inconsciência ela determina qual a melhor posição para si própria.
Havia uma época que se prolonga até os dias de hoje, na qual a mulher não tinha direito de escolha. Chegava ao hospital e imediatamente era colocada em decúbito dorsal e, às vezes suas pernas eram amarradas nas perneiras laterais, ficando sem poder se mexer numa posição semelhante ao do frango assado que por falta de uma ilustração melhor explicar bem claramente a posição na qual ficava. Assim, mesmo que quizesse, não poderia se mover ou permanecer na posição mais confortável para ela.
O ato de parir se assemelha muito ao ato de defecar.
Quem já ficou acamado por algum tempo sabe da dificuldade de defecar deitado, é ant-fisiológico, desagradável, e super-difícil. Pois assim a mulher era obrigada a parir. Os povos nativos quando longe dos civilizados têm liberdade de escolher a posição e o lugar do parto. A maioria prefere acocorar-se dentro dàgua nas margens do rio.
Sobre a posição horizontal há toda uma estória do médico francês Mauriceau que deu início a essa novidade porque as damas da corte em geral muito obesas não conseguiam ficar agachadas. A posição criou adeptos porque também facilita o trabalho da pessoa que assiste o parto. Essa posição também facilita o manuseio muitas vêzes excessivo dos orgãos genitais. Sabe se observando a prática, que esse manuseio além de causar dor, também altera as contrações uterinas, quer desrregulando, quer provocando uma parada das mesmas. São famosos os toques vaginais frequentes e sucessivos, como a imaginar que o toque vaginal é que provoca a dilatação do colo uterino e não todos os demais fatores, como contração uterina, relaxamento materno, e tantos outros fatores psicológicos, fisiológicos e sócio-culturais que influem no trabalho de parto.

No parto horizontal, o feto comprime os grossos vasos retroperitoniais como a veia cava inferior e a aorta, dificultando a circulação de retorno. Nessa mesma posição, a parturiente, nos momentos de dor, contrai a musculatura, das cochas, do abdomem e do perineo, levada pelo medo e pela posição que facilita ficar nesse estado de contração. Quando fica em posição vertical, com as pernas abertas, e flexionadas, é mais difícil manter a musculatura contraída. Na posição de cócoras, a mulher fica sentada com as pernas afastadas e o parceiro se encontra sentado atrás dela e ela se apóia sobre os joelhos dele. Psicologicamente todo apoio familiar transmite para a mãe muita segurança. A posição de cócoras aumenta a possibilidade de movimentação da bacia óssea. Deve-se ter cuidado de deixar o cóccix livre e de não apoiá-lo sobre a banqueta.

A pressão sobre o tórax diminui.

A força da gravidade torna-se uma poderosa auxiliar.

As vantagens psicológicas são tão importantes quanto as vantagens físicas enumeradas. Todos sabem que a atitude física em geral, mas principalmente a da parturiente, influi no estado mental. Dar a luz em posição deitada quase sempre transmite a mulher uma sensação dedesamparo e passividade em relação à equipe de saúde. A posição reta e vertical a recoloca no mesmo nível do profissional que a está assistindo. Participando ativamente, com as próprias forças, no nascimento do filho, a mãe vê aumentadas sua autoconfiança e autoestima.

Pressionar na posição de cócoras é uma força que qualquer mulher pode fazer. Muitas vezes, a mulher se surpreende pela facilidade e simplicidade dessa posição.

Consulta Bibliográfica
PACIORNIK, Moysés. Aprenda a nascer e a viver com os índios: parto de cócoras, desempenho sexual e ginástica indígena. Rio de Janeiro, Record: Rosa dos Tempos, 1997.



segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Benefícios da Acumpuntura


Acupuntura alivia dores do parto


Estudo feito com 120 parturientes revela que tratamento foi eficaz para atenuar sintomas da dilatação
POR: ANTONIO ROBERTO FAVA
fava@unicamp.br
A médica obstetra Roxana Knobel acompanhou, durante um ano e meio, o trabalho de parto de 120 pacientes atendidas no Caism da Unicamp. O seu propósito: comprovar cientificamente a eficácia da acupuntura para aliviar a dor por ocasião do nascimento do bebê. Ao longo de todo o tratamento, Roxana pôde verificar que a “acupuntura contribui de maneira extremamente eficaz para aliviar a dor durante o período de dilatação”.
Segundo a obstreta e especialista em acupuntura, o parto pode ser dividido em três fases. A primeira fase, do início das contrações uterinas até que o colo se dilate por completo – por isso chamada de período de dilatação. É uma fase que demora em torno de oito horas e as contrações são dolorosas para a maioria das mulheres. A segunda fase vai do momento da dilatação completa até a saída do bebê e dura aproximadamente trinta minutos. A terceira fase corresponde à expulsão da placenta.
Esse ensaio, com as 120 mulheres, com idade entre 16 e 40 anos, foi feito de maneira aleatória e as mulheres divididas em quatro grupos de tratamento: acupuntura sacral (agulhas nas costas com estímulo elétrico), com eletrodos de superfície (pequenos botões metálicos nas costas da paciente com estímulos elétricos), auriculopuntura (agulhas nas orelhas com estímulo elétrico) e o grupo de controle, com as participantes recebendo apenas tratamento simulado nas costas ou na orelha.
Roxana explica que o tratamento foi feito de forma que nem a parturiente, nem a equipe médica e de enfermagem, nem os pesquisadores responsáveis pelo preenchimento das fichas, sabiam a que grupo cada mulher pertencia. As parturientes que participaram das investigações de Roxana, receberam medicação para dor e analgesia peridural quando precisaram, independente de serem dos grupos de tratamento real ou dos grupos de controle, aquelas que receberam tratamento simulado.
Os resultados mostraram que houve maior alívio da dor nas mulheres que receberam tratamentos reais, com acupuntura, do que as que tiveram tratamento simulado. “As mulheres pertencentes aos grupos de tratamento com acupuntura sacral, auricular ou com eletrodos, revelaram ter obtido um alívio maior da dor em proporção às mulheres do grupo de controle, tanto durante o trabalho de parto quanto no dia seguinte ao parto”, explica Roxana. A médica ressalta ainda que as parturientes desses grupos também precisaram ser tratadas com medicamentos para a dor em proporção menor que o grupo de controle. “No entanto, não houve diferenças entre os gru- pos com relação ao uso da analgesia peridural”. O grau da dor era “medido” por meio de um processo de- nominado Escala Analógica Visual da Dor (EAV). Esses resultados fazem parte do trabalho de tese de Roxana, Técnicas de Acupuntura para alívio da dor no trabalho de parto – ensaio clínico,defendido recentemente sob orientação do professor José Carlos Gama da Silva. Embora os resultados do estudo tenham sido considerados bons, são neces- sários estudos mais completos, que envolvam maior número de pacientes, para comprovar a eficiência da técnica, diz a obstetra. No entanto, ela afirma que “é uma técnica segura, pois não houve nenhum efeito colateral nem para a mãe nem para o bebê nesse trabalho que acabo de concluir”, afirma a médica.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

10 Passos para uma Gestação Tranquila

10 Passos para uma Gestação Saúdavel

1. Organize e planeje seu pré-natal
Um bom pré-natal é essencial para a saúde do bebê, e escolher o obstetra ou ginecologista o quanto antes ajuda a construir um bom relacionamento até a hora do parto. Peça recomendações às suas amigas.
2. Alimente-se bem
Você não precisa comer mais porque está grávida, mas é importante ter uma alimentação equilibrada e saudável. Muitas mulheres param de comer certo tipo de alimento, mas é sempre possível arranjar um substituto que tenha valor nutricional parecido. O ideal é ter uma dieta que inclua verduras, legumes e frutas, carboidratos (de preferência integrais), proteína -- que pode vir do peixe, da carne, do frango, dos ovos, de castanhas ou sementes -- e também leite e laticínios em geral.
3. Tome cuidado com o que come
É melhor evitar certos alimentos na gravidez, porque eles podem representar risco para o bebê se estiverem contaminados. A listeriose, doença que provoca aborto espontâneo ou problemas graves no recém-nascido, pode ser transmitida por queijos como o brie, camembert, roquefort, gorgonzola e os queijos brancos tipo frescal ou "de Minas", estes últimos às vezes feitos com leite não-pasteurizado.

Devido ao risco de toxoplasmose, que embora seja pequeno existe, evite comer carne crua ou malpassada. Lave bem verduras, legumes e frutas para tirar todo resquício de terra ou sujeira.

Infecções alimentares por salmonela (salmonelose) são transmitidas por alimentos de origem animal, como carnes, peixes, ovos e leite, portanto segure a vontade de lamber a colher de massa de bolo crua.
4. Tome suplemento de ácido fólico
O único suplemento que é considerado vital na gravidez é o ácido fólico, que ajuda a prevenir problemas congênitos no bebê ligados ao fechamento do tubo neural, como a espinha bífida, ou mielomeningocele. Trata-se de uma condição grave que acontece quando o tubo que abriga o sistema nervoso central, na coluna, não se fecha totalmente, o que pode causar deficiências. Todas as mulheres que estejam pensando em engravidar devem tomar um suplemento diário de 400 mcg de ácido fólico, desde antes da concepção até o fim do primeiro trimestre da gravidez. No Brasil, as farinhas de trigo já são fortificadas com ácido fólico para atingir toda a população, mas isso não elimina a necessidade do suplemento. O folato também está naturalmente presente em alimentos como as verduras (espinafre, brócolis e repolho, por exemplo), o suco de laranja, a beterraba e o feijão.

Outros nutrientes importantes para sua saúde e para a do bebê são o ferro e o cálcio, que podem ser supridos normalmente pela alimentação. No entanto, muitos médicos receitam suplementos vitamínicos especiais para grávidas, que contêm reforços desses nutrientes.

A gordura natural dos peixes, como o ômega 3, também tem um efeito benéfico no peso do bebê e no desenvolvimento do cérebro e dos nervos no final da gravidez. Os peixes que mais contêm esse tipo de ácido graxo são o salmão, a sardinha, a truta, a cavalinha e o arenque.
5. Faça atividade física regularmente
Um bom programa de exercícios vai lhe dar a força e a resistência necessárias para carregar o peso extra da gravidez e para aguentar o estresse físico do parto. Também contribui para que você entre em forma mais rápido depois que o bebê nascer. Além disso, a atividade física ajuda a melhorar o humor, com a liberação da serotonina -- o que reduz o risco de você sucumbir a uma certa tristeza comum nessa fase.
Se você já está acostumada a se exercitar, o mais provável é que possa continuar com a mesma atividade, desde que esteja se sentindo confortável. Mas não faça esportes em que corra o risco de cair ou levar impactos. Os mais benéficos são atividades mais amenas, como caminhadas, natação, hidroginástica e ioga.
6. Comece a exercitar os músculos da região da vagina
Pode ser que você nunca tenha ouvido falar disso, mas esse tipo de exercício devia ser feito por todas as mulheres desde a adolescência. Além de combater o problema da incontinência urinária, ele contribui para aumentar o prazer sexual -- por isso é usado nas técnicas de pompoarismo.

A vantagem é que você pode fazê-lo a qualquer hora, em qualquer lugar, sem ninguém perceber. Os músculos do assoalho pélvico formam uma rede na base da sua pelve e sustentam a bexiga, a vagina e o reto. Durante a gravidez, eles sofrem a pressão do peso do útero, e também ficam mais relaxados por causa das mudanças hormonais. A prática diária dos exercícios ajuda a fortalecê-los.

Várias vezes por dia -- por exemplo, enquanto lava as mãos, escova os dentes ou prepara o café --, faça dez contrações lentas e dez rápidas dos músculos do assoalho pélvico. Um bom jeito de sentir como fazer essas contrações é imaginar que está fazendo xixi e interromper o fluxo imaginário de urina.
7. Não tome remédios sem falar com o médico
Não tome nenhum tipo de remédio sem antes perguntar para o médico se pode. Se você costuma usar algum medicamento, pergunte na primeira consulta do pré-natal se vai poder continuar tomando. Antes da consulta, tente lembrar os problemas que você costuma ter com frequência e os remédios que toma (como para alergia, cólicas, dor de cabeça, problemas de pele etc.). Faça uma lista e verifique com o médico o que vai poder tomar se precisar. Mas o ideal mesmo é evitar ao máximo tomar remédios.
8. Reduza seu consumo de cafeína
O café, o chá e os refrigerantes à base de cola e guaraná são estimulantes. Algumas pesquisas indicam que o excesso de cafeína pode contribuir para o risco de o bebê nascer abaixo do peso. A quantidade máxima aceitável é de quatro cafezinhos por dia (ou seis xícaras de chá), mas o melhor mesmo é reduzir o consumo.
9. Pare de fumar e de beber
Mulheres que fumam têm risco maior de aborto espontâneo, de parto prematuro e de ter um natimorto. Estudos mostram que grávidas que fumam um maço ou mais por dia têm mais probabilidade de ter um bebê com lábio leporino ou fenda palatina. O ideal é parar de fumar antes mesmo de engravidar, mas qualquer redução no número de cigarros que você fuma por dia já facilita um pouco a vida do seu bebê.

Não consuma bebidas alcoólicas regularmente. O álcool chega rapidamente ao bebê pela placenta, e a grande ingestão de álcool durante a gravidez está ligada a doenças da síndrome alcoólica fetal, que inclui desde dificuldades de aprendizagem até problemas congênitos graves. Beber muito, mas de uma vez só, numa saída à noite, por exemplo, também é prejudicial. O mais garantido é seguir a orientação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde e não beber durante a gravidez. Alguns médicos brasileiros, no entanto, adotam uma postura mais flexível, permitindo que suas pacientes tomem, em ocasiões especiais, uma taça de vinho ou um copo de cerveja.
10. Descanse
O cansaço e o sono que você sente no primeiro e no terceiro trimestre da gravidez não são nada mais que seu corpo pedindo para você ir com calma. No melhor dos mundos, uma soneca todo dia depois do almoço seria perfeita. Se não dá, tente dar uma relaxadinha de meia hora, pôr os pés para cima, do jeito que conseguir. Técnicas de relaxamento como ioga, alongamentos e massagem ajudam a reduzir o estresse e colaboram para você dormir bem.
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O que você não sabe sobre o colo do útero pode dificultar o seu parto.

O que é? Onde fica?

A maioria das mulheres não faz ideia do que é o colo do útero (cérvix), onde está localizado, sua função ou mesmo a sua aparência.

O colo do útero está aqui:




Visto debaixo é parecido com uma glande:


A primeira vez que ouvi sobre anatomia reprodutiva básica estava grávida de meu primeiro filho, e a única coisa que realmente aprendi sobre o colo do útero é que fica na parte inferior de meu útero (eu o imaginava como a abertura de um balão e meu útero era o balão que se expandiria), e que ele devia se dilatar de 0 a 10 centímetros no parto. Também devia tornar-se mais fino (apagar) e passar de uma consistência parecida com a ponta de meu nariz à da camada de pele que há entre os dedos indicador e polegar, como se estivesse se derretendo. E que durante o parto era necessário que o colo do útero fosse examinado regularmente para ver se a dilatação progredia.

Mas isso foi tudo. Foi após minha formação como educadora pré-natal e doula que descobri mais coisas sobre o cérvix. Coisas que mudaram para sempre meu foco no acompanhamento de mulheres durante o parto.

Mito sobre o cérvix número 1 : 10 é o número mágico.

Não, não é. Sabia que o colo do útero pode dilatar mais do que 10 centímetros? O que? Todas têm que dilatar tanto? Parece assustador! É assustador, não é mesmo?

Na verdade, não. Pelo menos não é mais assustador do que dilatar até 10. Dilatei bem mais do que 10 centímetros em meu último parto, e a cabeça de meu bebê mediu 14,75 cm. Isto é, dilatei até quase 15 cm. E sobrevivi. Não doeu mais do que em meus outros partos nos quais dilatei só 10 cm. De modo que, só porque você dilatou 10 cm não significa necessariamente que esteja preparada para empurrar. Se você não sentir o impulso de empurrar aos 10 cm e alguém lhe ordenar que o faça, você forçará o colo do útero a se abrir “na contramão da sua vontade” e elepoderá ficar machucado. Se você teve uma epidural prévia e não sentir este impulso, o risco de danos é ainda maior.

Mito sobre o cérvix número 2. O colo do útero dilata em uma forma perfeita de círculo.

O colo uterino não dilata como um círculo como é desenhado nas imagens que ensinam sobre a dilatação. Em realidade ele abre-se como a elipse desenhada abaixo.




Source: MidwifeThinking.com

Abre-se de trás para frente como uma elipse. A abertura encontra-se situada na parte de trás da vagina e durante o início da dilatação abre-se para frente. Em algum ponto do processo quase todas as mulheres têm uma borda anterior (que significa que a parte superior do cérvix não está totalmente dilatada) porque é a última parte que sobe sobre a cabeça do bebê. Detectar ou não essa borda depende do momento em que se realiza o toque vaginal. Perceber uma borda posterior é muito estranho porque essa parte do cérvix desaparece antes, ou porque é difícil atingí-la com os dedos.

Mito sobre o cérvix número 3. Os toques vaginais não machucam o colo do útero nem dificultam a dilatação.

A parteira Carla Hartley em Ancient Art Midwifery o explica assim:

“O cérvix não deveria ser tocado, produz-se uma resposta inflamatória ao material estranho (as luvas) e à pressão, e uma resposta hormonal. Ao corpo pode ficar confuso ao, enquanto tenta esvaziar o útero, se faça uma interferência desde o colo do útero ao ser tocado e manipulado de uma maneira estranha para ele. Os TOQUES VAGINAIS NÃO SÃO FISIOLÓGICOS E SUPÕEM UMA INTERRUPÇÃO DO PROCESSO NATURAL DO PARTO."

E sobre empurrar… NÃO O FAÇA… o seu corpo sabe como expulsar um bebê sem a sua ajuda, é um reflexo. Nem sequer espere sentir vontade, só espere uma sensação do seu corpo tomando o controle absolutamente, expulsando o bebê como está DESENHADO para fazer.

Falou-se muito sobre o abuso verbal e digital no parto, e os toques vaginais são um exemplo de abuso digital.

As parteiras (e os obstetras e enfermeiras) que pensam que os toques vaginais são bons ou necessários não têm a formação suficiente ou não estão atualizados com os conhecimentos científicos que provam que o parto é mais seguro se não são realizadas essas intervenções. A maneira mais segura de atuar de uma parteira é com as mãos fora e a boca fechada.

Mito sobre o cérvix número 4. Seu colo uterino é diferente e está isolado de outras partes do corpo.

Ina May Gaskin, a mãe do partejo moderno tem acunhado um termo chamado “a lei do esfíncter”. Esta lei declara:

Os esfíncteres (incluindo o anal, cervical e vaginal) são os responsáveis por trazer a seu bebê ao mundo. Se os esfíncteres estão apertados, o parto não progredirá e você sentirá mais dor.

O que é exatamente a lei do esfíncter de Ina May?

1. O esfíncter anal, o cervical (o colo do útero) e o vaginal funcionam melhor em uma atmosfera de intimidade e privacidade. Por exemplo, um banheiro com fechadura ou um quarto onde as interrupções são improváveis ou impossíveis.

2. Estes esfíncteres não podem ser abertos à força nem respondem bem às ordens de empurrar e relaxar.

3. Quando o esfíncter está em processo de abertura, pode ser fechado repentinamente se a pessoa se altera, assusta, é humilhada ou consciente de si mesma. Por que? Os níveis altos de adrenalina na corrente sanguínea não favorecem (e muitas vezes impedem) a abertura de esfíncteres. Estes fatores inibidores são uma razão importante pela qual as mulheres nas sociedades tradicionais normalmente escolhem outras mulheres, exceto em circunstâncias extraordinárias, para acompanhá-las e auxiliá-las durante a dilatação e o parto.

4. O estado de relaxamento da boca e a mandíbula está diretamente relacionado à habilidade do cérvix, da vagina e do ânus para se abrirem completamente.

Insisto, e em outras palavras:

Boca aberta = Cérvix aberto


Garganta aberta = Vagina aberta

É quase impossível parir com eficácia com os lábios apertados e a garganta fechada. Pode tentar fazê-lo agora mesmo… quando relaxa a mandíbula, abre a boca e a garganta, as nádegas se relaxam automaticamente e você se afunda na cadeira. Ina May fala dos benefícios dos beijos, e de manter a boca e os lábios soltos e abertos. Beijar também provoca a secreção de ocitocina e outros hormônios do amor que elevam a tolerância à dor e aceleram o parto.

Aqui há um vídeo de Ina May Gaskin falando da lei do esfíncter (em inglês):



Um vídeo onde pode ser visto um colo de útero saudável:



Para aprender mais sobre o colo do útero e como relaxá-lo, recomendo que visitem o blog estudios sobre el útero. (em espanhol)

*Fonte: bebeagogo.wordpress.com
Postado por Renata Olah

Depoimento do parto da Pameli

Mais um dia feliz de minha vida
Exatamente há uma semana atrás eu me levantava para o meu último dia de trabalho antes da licença. Agora, era acordada por uma enorme vontade de fazer xixi. Fui ao banheiro e na 38ª semana de gestação, não armazenamos quase nada na bexiga, urinei mas parecia que algo mais precisava sair. Na sequencia uma dor forte logo abaixo das costas, durou um tempinho e passou, olhei e eram 6h20, um baita sono, voltei pra cama. Dormi rápido, mas depois de 20 minutos acordei novamente e a mesma vontade de urinar, levantei e fiz todo o procedimento e percebi que ao final da dor abaixo das costa, minha barriga já estava ficando dura. ‘Será que vai ser hoje’, pensei. Voltei a deitar-me. Mais vinte minutos e a mesma sequencia de fatos aí não dormi mais, mas não chamei ninguém, afinal de contas era uma dor suportável e eu estava bem. Eu estava na casa da minha mãe e por volta das 9 horas resolvi ligar para a doula pra ela dar um pulinho lá e checar se realmente este era o grande dia! Depois de duas tentativas consegui falar com a Rose, a doula, e ela surpreendeu-se de que já fosse o dia. A data prevista era 26 de dezembro e estávamos no dia 15. Ela chegaria em breve, estávamos há poucas quadras distância. Então falei com meu pai que a doula estava a caminho, pois estava com contrações. Ele ficou hiper preocupado quando ouviu ‘contrações’ e eu o confortei dizendo ‘Calma, que estou sentindo desde as 6h20 e está tudo bem’. Então ele perguntou-me o que era doula, só minha mãe, além do meu marido é que sabiam que eu seria acompanhada por uma, expliquei a ele e recebi a ajuda necessária para preparar o quarto para a chegada dela.
A Rose chegou rapidamente, toda sorridente e com a sua sacola cheia de instrumentos. Abri a porta e ela perguntou-me se eu já havia comunicado a todos, respondi que estava aguardando por ela para verificar se aquele realmente era o dia, pois não queria dar alarme falso. Ela ficou contente por eu estar calma. A Rose, além de doula é enfermeira obstetra e logo fez um exame de toque em mim e constatou que eu estava com dois dedos de dilatação e que realmente aquele era o dia da chegada do meu bebê, a hora, não podíamos prever. Eu e meu marido optamos por não saber o sexo. Depois de sete anos de casados, queríamos primeiro curtir a gestação. Desde o início sabíamos que ou o Heitor ou a Pâmeli chegariam. Diante da certeza do dia, resolvi ligar para o meu marido que estava trabalhando do outro lado de São Paulo. Ele surpreendeu-se com a notícia e combinamos que ele sairia do serviço no horário do almoço.
Iniciaríamos as atividades do trabalho de parto, mas eu ainda não tinha tomado café da manhã, pois não tinha fome. A Rose insistiu e eu peguei um pequeno pedaço de panetone e dois goles de suco. Primeiro, fizemos um relaxamento com luz baixa e música tranquilizante, que durou aproximadamente uma hora, depois fomos para a bola, alternando com outras posições em que eu abaixava, a Rose havia constatado que meu bebê ainda estava alto. Ela elogiou-me durante os exercícios, mas isto foi reflexo da preparação que tive ao longo de cinco meses com relaxamentos e hidroginástica em um grupo específico para gestantes na cidade de São Paulo, onde residia até uma semana antes do parto. As contrações continuavam e ela monitorava a duração e auscultava o bebê. Por volta das onze horas, ela sugeriu que eu ficasse na bola em baixo do chuveiro, aceitei e lá fomos nós. Quando resolvemos que era tempo
suficiente, senti vontade de evacuar. Todo o meu corpo naturalmente estava sendo preparado para o momento do parto, pouca fome, pensar em comida fazia sentir-me enjoada e agora meu intestino ficaria limpo. Depois do vaso, um bom banho e saí do banheiro. Voltei para o quarto e a Rose teve a ideia de que eu agachasse um pouquinho. Falei pra ela que estava desconfortável, mas ela insistia. Agachamos juntas, ela segurando as minhas mãos e senti que alguma coisa tinha saído, falei a ela e depois de ter olhado ela me disse: ‘Sua bolsa estourou. Agora vai iniciar o trabalho de parto franco’. Havia saído um pouco de líquido e um pequeno pedaço do tampão, uma gosma com poucos pontos avermelhados, mas não senti qualquer odor. Eram 12 horas.
As contrações começaram a ficar mais fortes e aquela dor debaixo das costas também, eu respirava fundo e me concentrava, pensando que já ia passar. Então a Rose vinha com um óleo e massageava as minhas costas, o que aliviava a dor. Pouco tempo depois um novo exame de toque e seis dedos de dilatação! A evolução estava muito boa, avisava a doula. Esta informação e segurança vinda de alguém experiente, tranquilizava-me. Resolvemos ligar para minha médica, depois de algumas tentativas falamos com ela e nos dirigimos ao hospital, sem antes tomar uma colher de mel e preparar uma bolsa de água quente, para aliviar a dor durante o percurso. Meu irmão, muito tranquilo, conduziu o carro. Que maravilha, só pessoas calmas próximas a mim neste momento. Trânsito fluindo bem, fomos pela orla da praia, um dia lindíssimo e ensolarado, passava das 13 horas.
Chegamos e fui para a sala de repouso continuar com os exercícios, pois as contrações estavam menos espaçadas e cada vez mais fortes, a dor nas costas então, nem se fala, quando vinham eu avisava a Rose com voz chorosa que mais uma contração tinha iniciado. Ela vinha com aquele oleozinho e a abençoada mão fazer a massagem. Ah... como aliviava e me fazia enfrentar bem aquele momento, sem sofrer, apenas passando pelo necessário, mas sem padecer. Tive de passar pela médica plantonista, pois não tinha uma guia de internação. Ela constatou que eu estava com seis dedos de dilatação. No percurso até o hospital não houve qualquer progresso. Precisávamos fazer mais exercícios.
Após a minha liberação subimos para o centro obstétrico e acompanhada da doula continuamos os exercícios lá dentro. Eu rebolava, sentava na bola, durante as contrações parava, respirava fundo e a Rose fazia massagem. Pouco tempo depois minha médica chegou e pediu para deitar na cama, quando passasse aquela contração. Deitei, ela fez exame de toque e pediu que eu fizesse uma forcinha e depois de duas forcinhas constatou, nove dedos de dilatação! Faltava muito pouco. Ela perguntou se realmente eu não ia querer anestesia, pois o anestesista estava prestes a sair do centro obstétrico. Afirmei que não. Estava tudo seguindo como eu imaginara. Continuamos nos exercitando. Pouco tempo depois minha médica chama para uma nova olhada, aí eu já sentia que meu bebê estava coroando, deitei na cama e ela exclama: ‘Que bebê cabeludo! Levanta e vamos para a sala de parto, que na próxima contração nasce’.
Há cinco passos dali estava a sala de parto, deitei e na segunda contração senti passando a cabecinha e depois o corpinho e a médica afirmando que acabara de chegar a Pâmeli! Rapidamente ela foi colocada sobre a minha barriga, olhei primeiro para a região dos genitais, para me certificar e depois para o rostinho. O mistério havia acabado às 15h15 e
estava sobre mim a pessoinha para quem eu cantara os últimos nove meses e passei a nutrir um amor imenso! Ela chorava, comecei a conversar com ela, e por procedimento do hospital logo teve de ser levada. Chegou com 49 cm, 3.470kg e recebeu notas Apgar 9/10. A placenta saiu logo e na sequencia a médica terminou os procedimentos, pois tive uma pequena laceração sendo necessários seis pontos. Enquanto isso eu chorava agradecida a Deus, por ter conseguido, por tudo ter fluido bem e rápido. A doula continuava comigo acariciando a minha cabeça.
Meu marido ficou preso no transito de São Paulo e infelizmente não chegou a tempo de vê-la nascer. Quando ele chegou no hospital eu já estava no quarto. Espero que no dia do nascimento do próximo bebê ele nem vá trabalhar!
Considero esta uma experiência maravilhosa, que só foi possível em decorrência de alguns fatores: 1º Eu sabia o que queria – desde antes de engravidar eu queria um parto normal, 2º Preparação – fiz atividade física preparando o meu corpo e li bastante além de conversar com pessoas que já passaram pela experiência, preparando a minha mente. Temos medo do desconhecido e se você conhece as etapas não é surpreendida pelo totalmente novo; 3º cercar-se de bons profissionais – pessoas preparadas e que respeitem a sua opinião. Afinal de contas este é o meu parto e eu sou a protagonista desta história!